Homem com H maiúsculo

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Por que o homem é a maior obra de arte

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A pele que eu habito, de Pedro Almodóvar


É muito comum atualmente o uso da expressão "CHOQUEI!" quando as pessoas pretendem demonstrar espanto e sátira diante de uma situação estranha e inusitada. Creio que essa expressão serve perfeitamente para designar meu incômodo diante do novo filme de Pedro Almodóvar. A pele que eu habito conta a história de um médico (Dr. Jekill e mister Hyde?) que possui uma paciente misteriosa (Vera) sob seus cuidados. Ela parece ser uma cobaia humana de um bizarro experimento do cientista, que deseja construir uma pele humana geneticamente superior, imune ao fogo e auto-repelente aos insetos.

Estranho? Sim. E, pior ainda, não posso dizer muito mais sobre a trama sem estragar as grandes surpresas. Contada de forma não linear, as várias idas e vindas da história vão revelando, lentamente, o misterioso passado de Vera e do médico Robert. O desenrolar e o desfecho são um soco no estômago. Poucas vezes um filme de me causou tanto incômodo e demorou tanto para ser digerido.

Gostaria de falar um pouco mais sobre a trama, como costumo fazer com outros filmes, mas esse é um tipo de roteiro que quando você conta qualquer coisa a mais, acaba revelando o que não deveria.
Vão, assistam e tenham mente aberta para ficar até o final. Tem gente que não aguenta. 

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