Homem com H maiúsculo

Homem com H maiúsculo
Por que o homem é a maior obra de arte

quinta-feira, 21 de julho de 2011

As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin


É possível que eu tenha acabado de ler, há dois dias atrás, o primeiro volume daquela que deve vir a ser a minha série de fantasia preferida. Trata-se de A Guerra dos tronos, primeira parte da saga As crônicas de gelo e fogo, do norte-americano George R. R. Martin. Diferente de outras obras do gênero, "As crônicas" abusam do realismo. Há muito sangue e sexo sem pudores. A narração também não é onisciente. Há vários personagens centrais, sendo que a história é contada a partir do ponto de vista de oito deles. Isso dá uma dimensão interessantíssa, trazendo ao leitor o subjetivismo de uma trama política eletrizante.
"A guerra dos tronos" gira em torno de três eixos. Em primeiro plano temos a guerra civil de três Casas Dinásticas pelo controle do continente de Westeros: os Stark, do gelado Norte, os Lannister, de Rochedo Casterly, e os Baratheon, de Ponta Tempestade.
Paralelamente à essa disputa, o norte de Westeros se sente ameaçado pela iminente chegada dos Outros, seres sombrios que vagam pela noite e sugam o calor dos homens. Um longo inverno que pode durar vários anos se aproxima, trazendo com ele esses seres obscuros para o sul de Westeros.
Muito longe de lá, exilados, vivem Daenerys e Viserys, os últimos descendentes da Dinastia Tagaryen, a antiga regente de Westeros. Os Tagaryen pretendem entrar na briga contra as outras três Casas, a quem chamam de usurpadores e reinvindicam o Trono de Ferro para si.
A trama é cheia de reviravoltas e surpresas. Já me disseram para não me apegar muito aos personagens, pois Martin não tem o menor receio de matá-los, inclusive os protagonistas. Mas aviso logo que isso é muito difícil. Martin constrói cada um com tanta delicadeza que não dá para não se apaixonar. Já amo Jon Snow, Arya e Bran Stark, adoro minha Daenerys Tagaryen. Da mesma forma que já odeio Cersei Lannister e seu filho insuportável, Joffrey.  Se é arriscado torcer por personagens que podem morrer pelo caminho (são sete livros), correrei o risco, mesmo sabendo que vou chorar. Chorar faz parte da vida e todo bom livro tem que me fazer chorar, ou pelo menos, me turvar de grandes emoções.
Numa saga onde bem e mal aparecem de maneira confusa e indefinida, o que vale é a emoção. E isso Martin é capaz de fazer com maestria. Indico a leitura para todos! Mas um aviso: se você não tiver tempo para perder horas lendo, nem comece, pois não conseguirá parar!

As Crônicas de Gelo e Fogo

Um comentário:

  1. Ótimo comentário... estou quase terminando o primeiro livro... e é REALMENTE FANTÁSTICO! Parabéns pelo post!

    ResponderExcluir