Homem com H maiúsculo

Homem com H maiúsculo
Por que o homem é a maior obra de arte

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Já escolhi a música que vou casar




Ótimo, agora só falta o noivo...
Candidatos?

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Cazwell, o rapper gay

Acho que o vídeo abaixo dispensa comentários:



O cara mora no país com o maior número de cristãos fundamentalistas do mundo e tem essa coragem! Meus parabéns, gato! Ganhou um novo fã aqui do Brasil!
Visitem o site do fera:
http://cazwell.com/

sábado, 23 de julho de 2011

O que a morte de Amy Winehouse tem a nos dizer



Mesmo que fosse uma morte anunciada, a notícia do falecimento da cantora britânica Amy Winehouse me pegou de surpresa. E me deixou triste também. Críticos à parte, Amy era talentosíssima. Tinha uma voz potente e grave muito singular. Sua perda é lastimável, trágica. Mas me peguei pensando em qual sentido tal acontecimento teria para as pessoas ao redor do mundo. Não tardou para que a típica mitificação de jovens rebeldes mortos entrasse em ação. Tanto no Uol quanto no G1, dois dos principais portais de informação da internet brasileira, surgiram matérias alçando a cantora ao grupo dos "Mortos aos 27 anos", que já conta com artistas de peso, como Kurt Cobain, Jimi Hendrix e Janis Joplin. Ao que parece, Amy já está entrando no "Céu" da cultura pop mundial e pode vir a ser idolatrada, tal como os outros citados anteriormente. Essa mitificação costuma colorir a imagem desses homens e mulheres como pessoas desajustadas, mas imcompreendidas. Se, por um lado, parecem ter se auto-destruído, por outro representariam perante o mundo, o desespero de suas respectivas gerações. Os filhos, independente da época, sempre se acham perseguidos e injustiçados pelos pais. Assim como os jovens estão sempre reclamando dos mais velhos, e vice e versa. É a famosa rebeldia juvenil que o capitalismo e a indústria cultural sabem muito bem como usar em favor de seus vultosos lucros. Será diferente com Amy?
Discutindo a questão com meu queridíssimo amigo Breno, descobri que sou conservador. Isso mesmo, conservador! Ao que parece, não me falta muito para ser aceito na Ku Klux Klan. Pelo menos é assim que o Breno me vê, como uma pessoa conservadora e com uma visão "mesquinha" da vida. O motivo: eu critiquei o estilo de vida da digníssima Winehouse. A meu ver, existe um limite entre a liberdade e a auto-destruição. Sou taxativo: Amy era viciada. As drogas a destruíram. Meu amigo argumentou que não existiria Amy Winehouse sem as drogas e citou inúmeras pessoas que foram gênios, mas que não deixavam de abusar dos prazeres da vida: Freud usuário de cocaína, Van Gogh consumidor compulsivo de absinto, Truman Capote e seu alcoolismo inveterado e Foucault e seu vício em sexo. 
Ora, essa discussão é boa. Disse para ele que vivemos em um mundo de extremos. As pessoas tem dificuldade de seguir caminhos moderados por que a gama de opções é enorme. Temos uma enorme liberdade (ou pelo menos assim pensamos) e, às vezes, achamos que experimentar essa liberdade significa exagerar, extrapolar. Uma atitude de afronta contra a sociedade. Ser rebelde é ser livre. Mesmo que não reconheça isso, é dessa forma que, indiretamente, pensa meu amigo. Ele me chamou de conservador só por que eu concordo com a maioria sobre o perigo das drogas. Ora, então a liberdade significa isso: ser sempre do contra? Se você concorda em um ponto com o senso comum, quer dizer que você é conservador, que você tem pensamento mesquinho? Assim como concordar com o senso comum sem questionamento é perigoso, odiar o senso comum só para parecer intelectual e descolado também não é nada bom. Eu acho sim, que Amy destruiu sua vida. Vejo as pessoas endeusando sua morte, mas será que se ela tivesse tido, no último instante, a chance de escolher entre a vida e a morte, teria optado pela segunda? Provavelmente não.
Então por que glorificar esse tipo de morte? Seres humanos não foram feitos para durar 27 anos. Com essa idade o corpo deveria estar em plena forma, saudável. Viver, para mim, é construir legados, é dar risadas, conversar, é até não ter nada para fazer. Mas não se auto-mortificar, pois a busca desenfreada pelo prazer também é uma forma de mortificação. Quem se vicia em drogas, como Amy, vive numa espécie de ascetismo reverso e macabro. No que ela difere, em seu leito de morte, de uma beata que se auto-mutila até à morte? Tenho abominação à penitências. Elas não engrandecem ninguém, só nos rebaixam. 
Fui acusado de possuir uma opinião "utilitarista" sobre a vida. Se sou utilitarista, o que são os meus opositores? Hedonistas niilistas? Prefiro me aferrar à filosofia budista e ao seu Caminho do Meio. Não podemos viver em função de nossos prazeres, assim como não podemos viver nos privando dos prazeres, tal como defende o cristianismo tradicional e sua ideia de pecado. Creio que é muito melhor ser asceta quando for preciso e hedonista quando necessário.
Se eu sou contra a legalização das drogas? Não sou! Acho que as pessoas devem ter o direito de decidir se vão usar ou não entorpecentes e também creio que a repressão às drogas é um estrondoso fracasso mundial. Mas o mundo precisa saber os efeitos que eles causam. As pessoas devem ter o direito de saber o que irão consumir. Precisam conhecer o risco. E se aceitarem corrê-lo, assumir as responsabilidades. Eu não sei se esse foi o caso de Amy. Não sei se chegou a entender os riscos. E esse é o verdadeiro perigo. 
No mais, se Foucault tivesse sido mais cuidadoso com o sexo, não teria pegado uma doença que o matou antes de terminar a sua principal obra. Nem os gênios estão livres dos efeitos dos excessos. Sou conservador por isso? Se isso é ser conservador, então assumo que sou! Viver não significa só fazer o que quiser, mas, às vezes, fazer o que se deve (mesmo que haja divergências sobre qual dever cumprir). A era da modernidade tardia perdeu essa noção. Precisamos recuperá-la, pois essa droga (o prazer desenfreado) foi a verdadeira causa da morte da genial Amy Winehouse. Nem precisa de autópsia.










PS: Breno, esse texto foi pra você, sua bicha chata cabeça dura... rs...
Te amo!
:)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin


É possível que eu tenha acabado de ler, há dois dias atrás, o primeiro volume daquela que deve vir a ser a minha série de fantasia preferida. Trata-se de A Guerra dos tronos, primeira parte da saga As crônicas de gelo e fogo, do norte-americano George R. R. Martin. Diferente de outras obras do gênero, "As crônicas" abusam do realismo. Há muito sangue e sexo sem pudores. A narração também não é onisciente. Há vários personagens centrais, sendo que a história é contada a partir do ponto de vista de oito deles. Isso dá uma dimensão interessantíssa, trazendo ao leitor o subjetivismo de uma trama política eletrizante.
"A guerra dos tronos" gira em torno de três eixos. Em primeiro plano temos a guerra civil de três Casas Dinásticas pelo controle do continente de Westeros: os Stark, do gelado Norte, os Lannister, de Rochedo Casterly, e os Baratheon, de Ponta Tempestade.
Paralelamente à essa disputa, o norte de Westeros se sente ameaçado pela iminente chegada dos Outros, seres sombrios que vagam pela noite e sugam o calor dos homens. Um longo inverno que pode durar vários anos se aproxima, trazendo com ele esses seres obscuros para o sul de Westeros.
Muito longe de lá, exilados, vivem Daenerys e Viserys, os últimos descendentes da Dinastia Tagaryen, a antiga regente de Westeros. Os Tagaryen pretendem entrar na briga contra as outras três Casas, a quem chamam de usurpadores e reinvindicam o Trono de Ferro para si.
A trama é cheia de reviravoltas e surpresas. Já me disseram para não me apegar muito aos personagens, pois Martin não tem o menor receio de matá-los, inclusive os protagonistas. Mas aviso logo que isso é muito difícil. Martin constrói cada um com tanta delicadeza que não dá para não se apaixonar. Já amo Jon Snow, Arya e Bran Stark, adoro minha Daenerys Tagaryen. Da mesma forma que já odeio Cersei Lannister e seu filho insuportável, Joffrey.  Se é arriscado torcer por personagens que podem morrer pelo caminho (são sete livros), correrei o risco, mesmo sabendo que vou chorar. Chorar faz parte da vida e todo bom livro tem que me fazer chorar, ou pelo menos, me turvar de grandes emoções.
Numa saga onde bem e mal aparecem de maneira confusa e indefinida, o que vale é a emoção. E isso Martin é capaz de fazer com maestria. Indico a leitura para todos! Mas um aviso: se você não tiver tempo para perder horas lendo, nem comece, pois não conseguirá parar!

As Crônicas de Gelo e Fogo

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Bent: Use seu triângulo rosa!



Semana passada fui ao Teatro das Artes, no Shopping da Gávea, para conferir a mais nova adaptação de "Bent". Escrita por Martin Sherman em 1979, a peça conta a história da perseguição dos nazistas aos homossexuais durante o III Reich Alemão.



A trama da peça se passa antes da Segunda Guerra Mundial, logo após a Noite das Facas Longas (1934), quando os nazistas passam a perseguir severamente os homossexuais de toda a Alemanha, inclusive aqueles que eram filiados ao partido.



Max é um rapaz que vive com seu companheiro, o bailarino Rudy. Os dois se vêem, repentinamente, tendo que fugir de Berlim para escapar da perseguição nazista. Capturados, Max toma uma medida pouco ética: abandona Rudy a seu bel prazer e finge ser judeu, com medo de usar o terrível triângulo rosa em seu uniforme de prisioneiro. Os nazistas classificavam cada preso com um símbolo, uma forma pública de expor sua condição de suposta inferioridade. Max acha que o triângulo rosa, a marca dos presos por "homossexualismo" é a pior de todas e prefere a estrela amarela judia. Dentro do personagem há uma mistura de vergonha de sua sexualidade e instinto de sobrevivência: ele crê que tem mais chances de sobrevivência como judeu.



Já preso, conhece Horst, que não tem vergonha de usar e expor seu triângulo rosa. Horst mostra à Max que existe possibilidade de ter dignidade sem ter que negar-se a si mesmo. Mesmo quando a pressão social (e nessa caso ela foi extrema) está contra você.



E hoje? Usamos nossos triângulos rosas ou nos escondemos atrás das estrelas amarelas?




Um pedacinho da peça pra quem se interessou:

sábado, 2 de julho de 2011

O Rio de Janeiro do futuro: será?

Até agora tenho sido cético em relação aos Jogos Olímpicos de 2016 e seu legado para a cidade do Rio de Janeiro. Entretanto confesso que me impressionei com a maquete virtual do projeto urbanístico para a Francisco Bicalho. Essa, que é a avenida mais feia da cidade, pode vir a se tornar um cartão postal. Isso caso o projeto seja mesmo executado. Já imaginaram aquela imensa vala virando um rio limpo e arborizado, rodeado por prédios bonitos e sustentáveis?


Por enquanto é só sonho!