Homem com H maiúsculo

Homem com H maiúsculo
Por que o homem é a maior obra de arte

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Amor, sexo e coisas da vida


Você já teve um sonho que sempre pensou inatingível e que depois que atingiu se frustrou ao descobrir que o sonho era melhor do que o real?
Eu sou louco por um garoto. Conheci ele pelo Orkut há quase um ano atrás. Ele tem tudo que eu gosto num cara: é baixo, magrinho, rosto bonito e infantil, jeito serelepe, corpo esguio e sensual. Parece uma estátua grega esculpida à mão. O sorriso é doce, a forma de ser é meiga, o modo de andar é suave: ele quase plana sobre a superfície da terra, como se não precisasse dos pés para se locomover.
Sempre adorei esse cara. Sempre estive aos pés dele, esperando uma oportunidade de mostrar pra ele que ninguém poderia amá-lo tanto quanto eu (caralho e como isso é verdade!). Mas ele nunca estava acessível. Namorava e era fiel e sua fidelidade me fazia gostar mais ainda dele. Ele era o pote de ouro no final de um longo arco-íris e eu não era nem bonito, nem interessante para ousar me aproximar de toda a sua graça.
Isso foi até ontem. Encontrei com ele e conversamos. Ele, solteiro. Eu, ainda apaixonado. Estava tarde, ele tinha que voltar de ônibus, mas eu me ofereci a dar-lhe abrigo durante essa noite, já que no dia seguinte ele tinha compromisso bem cedo no centro da cidade, onde eu moro. Ele veio caminhando ao meu lado, meu peito batendo forte. Seria sonho? Não, era real. Podia sentir meu braço roçando no dele enquanto caminhávamos. A cada vez que sentia sua pele branca, macia e morna, um formigamento tomava conta de todo o meu corpo.
Foi tudo tão rápido. Ele tomou banho e de repente estávamos no sofá da sala. Nunca vou esquecer o primeiro beijo que dei nele. Que lábios quentes, úmidos, tépidos. Saborear sua língua foi a coisa mais forte e intensa que senti em muitos anos. Nunca me senti tão feliz, tão vivo, tão satisfeito. Ele estava ali comigo, era só meu, meus cinco sentidos estavam embrigados de tesão, amor e satisfação por ele, pelo cheiro dele, pelo toque doce de suas mãos e lábios...
Mas o que era aquela situação incômoda? Por que, apesar de tudo, faltava algo? Nem eu sabia explicar. "Ele está aqui, Tiago", pensava eu, "o que mais você quer? Você sempre o amou e agora ele é seu, qual seu problema?".
Ele sentiu que minha aura estava turva: "Tiago, o que aconteceu? Por que você está assim?". Não soube dizer de cara. "Não sei", menti. Ele me olhou firme, com seus grandes olhos escuros, com seu rosto de Adônis colado ao meu e disse: "Não é verdade, eu sei o que você está pensando... eu sei que pra você essa noite pode significar uma coisa... e pra mim outra...".
Ele tinha acertado na mosca. Decidi ser mais sincero: "Sim, eu estava pensando que está sendo a melhor noite da minha vida, mas que a manhã vai chegar e com ela, você vai embora...". Ele me encarou e vi nos seus lindos olhos que ele também sabia que era verdade. "Me desculpe, não queria brincar com seus sentimentos. A verdade é que eu gosto de você sim, mas como amigo. Relacionamentos são passageiros, duram no máximo 1 ano, 2 anos, mas o que eu quero ter contigo é pra sempre, quero ser seu amigo pra sempre, quero poder participar da sua vida e quero que participe da minha. Seremos sempre amigos, mas uma amizade em que você possa me ter sempre que quiser".
Parei e pensei na proposta. Não era o que eu queria, mas era mais do eu poderia ter sonhado. Um cara bonito e lindo, sorridente e safado, mas carinhoso. O homem que eu sempre sonhei. Ele tava ali do meu lado me dizendo que seríamos apenas amigos, mas que "eu o teria quando eu quisesse". Só de ouvir ele falar isso senti um imenso tesão que eu estava tentando controlar até aquele momento. Ouvir aquilo dele era mais do que eu podia suportar. Comecei a ficar duro, coisa que estava me controlando, mas resisti: "Não sei se consigo transar com alguém sem nenhuma perspectiva de algo mais profundo... ainda mais por que eu te vejo como algo tão angelical... talvez eu sentisse que estivesse te sujando se te tratasse como qualquer um". Acho que essa resposta o deixou surpreso. E eu também estava surpreso com ela, pois não era mentira.
Nos abraçamos e ficamos ali, parados, sentindo a respiração um do outro. Eu tentei resistir, mas a frase dele "pode me ter quando você quiser" não saía da minha cabeça "quando quiser... quando quiser... quando quiser". Meu coração disparou e eu fiquei duro completamente pela primeira vez. Ele estava ali, entregue a mim, senti que não podia deixar ele na mão... e o tesão estava tão forte... mas meus sentimentos ali no meio, atrapalhando tudo!
Ele já tinha desistido de transar quando virei pra ele de novo, peguei sua mão e pus no meu membro ereto. Um calor se apossou de mim, estávamos sem roupa de novo, nos tocando, eu era de novo o homem mais feliz do mundo, com meu pote de ouro na mão. "Tem certeza que é isso que você quer?" perguntou ele. Eu deveria ter dito "Não!", mas disse "Sim!". Mas o pior é que eu queria (caralho, eu sempre quis), mas sabia que não devia. Nós prosseguimos... estávamos quase lá... e tudo voltou na minha cabeça. Lembrei de quando perdi a virgindade aos 14 anos. Lembrei de todas as (inúmeras) vezes que fiz sexo sem compromisso na vida, de como tinha sido bom, mas pensei também que não era aquilo que eu queria. Não com ele. Poderia transar sem comprimisso com outro cara, mas com ele? Como eu poderia lidar com o tipo de relação que ele me propunha? Eu o teria, mas não por completo. E se eu ficasse com ele num dia e encontrasse ele no outro dia com outro cara? Como me sentiria? Como iria reagir? Eu não teria direito a reclamar, pois eu só seria seu amigo... Não, isso eu não poderia suportar.
Eu já até tinha colocado a camisinha... e foi só isso...
"O que foi Tiago, o que você está sentindo? O que aconteceu?" Ele podia ler minha aura. "Posso ser sincero?", disse, "Eu não posso seguir em frente por que eu sei que você não me ama e não vai me amar. Seguindo em frente vou me apaixonar cada vez mais e vou sofrer". Vi certa melancolia brilhar nos olhos dele. Ele tinha medo de me magoar. E eu o adorava e não queria decepcioná-lo, mas não poderia seguir em frente. O mal se corta pela raiz. Se eu não posso tê-lo, por que cultivar esse amor? Ele disse entender minha posição e afirmou que jamais esperaria que eu recusasse transar com ele (e por acaso eu esperava?), mas que fazia sentido minha decisão, pois eu deveria amar primeiro a mim mesmo antes de qualquer coisa.
Dormimos nus e abraçados. Mesmo sem penetração eu sabia que tinha sido uma noite mágica pra mim, mas achava que tinha frustrado a ele e isso me deixava chateado. Mas eu sabia que era a melhor coisa a se fazer. Talvez a atitude mais "madura" fosse aceitar a proposta dele? Posso me arrepender um dia, mas não sinto isso no momento. Preciso me proteger da frustração de não poder tê-lo. Não tenho do que reclamar dele. O beijo que ele me deu foi o melhor da minha vida. O toque dele, a sua pele perfumada, nada se compara. E ele foi gentil e educado comigo. Mas não posso obrigá-lo a me amar. Não posso exigir dele algo que ele não é capaz de me dar. E se o que ele pôde me oferecer não me satisfaz, também não é culpa dele. 

Essa é a vida. Nem sempre podemos ter tudo que queremos. O que eu quero dele, ele não pode me dar, nem eu consigo dar pra ele o que ele quer de mim.

Isso não quer dizer, meu querido, que não te ame ou que vá deixar de te amar, ou que um dia eu ou você não possamos nos dar de presente o que o outro deseja. Vou deixar o tempo e o futuro cuidar de nós dois. Mas fique tranquilo que o tempo não é capaz de corroer o que sinto por você.
Beijos,
Sempre seu,
Tiago da Silva Ferreira

domingo, 4 de dezembro de 2011

Dilma na foto

TENHO MINHAS CRÍTICAS À DILMA, MAS ADMITO QUE GOSTEI DA FOTO.
A imagem mostra muito bem sua personalidade: cara altiva e imponente, olhar direto e penetrante. Há dignidade e não há medo diante da situação adversa (pra quem não sabe é uma imagem do interrogatório da ex-militante política em 1970).
E se Dilma deixa claro quem é, os milicos da ditadura também o fazem: covardes, escondem a cara. Quão ridícula é uma ditadura que precisa se fingir de democracia e esconde a sua verdadeira face da sociedade. Nem foram homens o suficiente para assumirem às claras seu papel de algozes.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Febre Amarela: Machos do Oriente!!


Ontem, conversando com meus amigos Breno e Guilherme, relembrei meu sonho de fazer um tour pela Ásia. Enquanto a maioria dos brasileiros sonha em passar suas férias na Europa ou nos Estados Unidos, meu grande desejo profundo é viajar pelo leste asiático. Começaria pela Tailândia, terra mais liberal em costumes da região. Conheceria belas e magníficas praias, oraria nos lindos templos budistas e cairia na noitada agitada de Bangcoc. Depois passaria pelo Camboja e pelo Vietnã, países cheios de historia e lindas paisagens.
Minha próxima parada seria a China: Hong Kong, Guangzhou, Xangai, Pequim, Grande Muralha, Lhasa e Tibet! Caramba, não faltariam opções!
Mas a viagem não estaria completa sem o Japão. Não deixaria de fora nenhuma das quatro grandes ilhas: Kyushu, Shikoku, Honshu e Hokkaido. Queria viajar de trem por toda parte! Visitar a bela Quioto e conhecer sua linda flora de primavera, o templo dourado, a sede da Nintendo, etc. Passar por Kamakura e me ajoelhar diante do Grande Buda de pedra. Fukuoka, Yokohama, Nagoya, Tóquio, Sapporo... Cidades, vales, natureza, tecnologia. Tudo isso me atrai na terra do sol nascente.

 JAPÃO:








TAILÂNDIA:
















Mas nem só de pão vive o homem. Junto com os templos, com a culinária, com os cheiros e sabores, com a flora e com as cores vibrantes, o leste asiáticos tem homens. Aprendi com um amigo virtual chinês que conheci via Badoo, que ocidentais gueis que preferem, exclusivamente ou não, se relacionarem com garotos de olhinhos puxados, recebem o apelido de rice queen e que o nome que se dá à essa louca atração é yellow fever. Como auto-proclamado Rice Emperor do Brasil, selecionei algumas fotos para mostrar o que a Ásia tem de melhor. Que calor!