Homem com H maiúsculo

Homem com H maiúsculo
Por que o homem é a maior obra de arte

domingo, 26 de dezembro de 2010

Homofobia brasileira... até quando?

Demorei a ter coragem o suficiente para tocar nesse assunto. Fiquei triste, deprimido e arrasado com o acontecimento. Já tem um tempo que aconteceu, foi durante a Copa do Mundo desse ano, logo após o jogo do Brasil contra a Costa do Marfim. Um jovem adolescente de 14 anos, Alexandre Thomé Ivo Rajão, foi brutalmente assassinado em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. Seu corpo foi encontrado todo desfigurado, cheio de sangue e hematomas, com sinais de estrangulamento e tortura. O motivo do crime? Homofobia!
Você sabe o que é homofobia? Ser homofóbico é não entender, não conseguir respeitar ou olhar sem repulsa para homossexuais, bissexuais e transgêneros. A homofobia é a incapacidade de entender o outro na sua diversidade sexual, levando, em alguns casos, à violência (simbólica ou física) e à morte. Infelizmente, o caso de Alexandre foi um desses últimos. De acordo com as investigações, Ale e seus amigos (gays assumidos) foram assistir ao jogo do Brasil na casa de uma amiga. Essa amiga também convidou um grupo de amigos que, segundo dizem, era simpatizante do movimento skinhead. Chegando lá ocorreu uma briga entre o grupo de Ale e esse outro grupo de rapazes. Agredidos, Ale e seus amigos foram à delegacia e prestaram queixa contra os agressores, retornando à festa logo após o ocorrido. De madrugada, por volta das 2:30 da manhã, Ale resolveu deixar o local e quis voltar para casa. Foi visto pela última vez no ponto de ônibus. Ao amanhecer do dia 21 de junho de 2010 ele foi encontrado morto, abandonado em um terreno baldio. 
Chocado com o ocorrido, comecei a acompanhar o caso pela internet. Minha dor e indignação pareciam que não poderiam ser maiores, mas, para meu próprio espanto, o caso não parou de me chocar cada vez mais. Navegando pelo Orkut eu me deparei com uma comunidade bizarra que foi feita contra a vítima. Isso mesmo que você leu, foi feita uma comunidade CONTRA a vítima chamada "Deveria ter apanhado mais". A descrição da comunidade começava com uma citação da Bíblia (sempre ela), do livro de Provérbios capítulo 19 e versículo 18, onde se diz que os pais devem corrigir os filhos enquanto há esperança. Seguindo o texto, dava-se a entender que Ale tinha sido morto por se envolver em brigas de rua com gangues que disputavam pontos de prostituição. A conclusão era de que se os pais tivessem batido mais nele, ele teria sido um menino melhor e não estaria se prostituindo na rua.


Cliquem nos print screens abaixo para lerem em detalhes os absurdos que escreveram contra Ale.




É claro que a comunidade era uma ironia macabra. O que seus autores (covardes que se escondem por trás do anonimato da internet) queriam dizer é que os assassinos (talvez eles próprios ou seus comparsas) deveriam ter batido mais na vítima antes de matá-la. Deveriam ter torturado mais o menino, humilhá-lo mais, por que é isso que eles acham que toda "bichinha" merece. Como se não bastasse, inventaram que ele se prostituía, colocando um link falso no perfil da comunidade. Os tópicos fazem ofensas horríveis ao pobre menino, desrespeitando sua memória, a dor dos parentes, zombando de sua morte brutal e conclamando as pessoas a fazerem o mesmo com outros homossexuais.





No meio desse show de horrores, surge uma heroína, o tipo de pessoa que só aparece em determinadas circunstâncias. A mãe de Alexandre, Angélica Ivo, partiu para a luta. Com um misto de dor e determinação, vem aparecendo em vários momentos na mídia para defender a punição para os três acusados que, devido ao habeas corpus, estão em liberdade. Sob sua supervisão e com ajuda de amigos, parentes e entidades de defesa dos direitos GLBT e dos direitos humanos, ela já realizou dois atos públicos em memória do filho. O mais recente, realizado no início desse mês, ocorreu em frente ao fórum onde acontecia mais uma audiência sobre o caso. Algumas fotos dos dois atos estão logo abaixo: 










 

As fotos abaixo são do início de Dezembro, durante o segundo ato:









Mas não parou por aí! O ano de 2010 foi o ano em que a mídia resolveu perceber, finalmente, que a violência homofóbica existe e que deve ser noticiada. Foram vários os casos que chamaram a atenção da imprensa nos últimos anos, em especial no ano de 2010. 
Há três anos o jovem Ferruccio Silvestro, de 19 anos, teve o rosto desfigurado por três agressores  quando deixava uma boate gay em Niterói, região metropolitana do Rio. O estudante ficou internado por quatro dias no Hospital Universitário Antônio Pedro. Ferruccio contou que, na saída da boate, foi abordado por um grupo de rapazes. Sentindo que eles queriam arrumar confusão com alguém, o jovem contou ter ficado com muito medo e decidiu fugir da situação. Mas ele foi alcançado depois de uma tentativa frustrada de se esconder no banheiro de um bar. O jovem registrou o caso na delegacia, depois de ficar internado por quatro dias no Hospital da UFF. Segundo o jovem, só sobreviveu por que, acredita ele, os agressores o julgaram morto depois que ele desmaiou. O rosto dele ficou desfigurado e sua foto ao lado de sua mãe (que o apóia) tornou-se famosa na internet.

Há também o caso da Avenida paulista, onde um grupo de jovens foi atacado por outro que usou uma lâmpada fluorescente para agredir. Quase na mesma semana um jovem que saía da Parada Gay do Rio de Janeiro (na qual eu estive presente) levou um tiro na barriga de um militar que o chamou de "veado".


Nem as universidades escaparam dos escândalos envolvendo homofobia. E não foram universidades de fundo de quintal não, antes que alguém diga qualquer coisa. Falamos de uma Universidade de São Paulo, de uma Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e de uma Universidade Federal do Rio de Janeiro. O caso da USP ocorreu em abril. O jornal satírico "O parasita" do curso de Farmácia, publicou um apelo em que pedia aos alunos que atirassem fezes em alunos homossexuais do curso, como forma de punição por dois deles terem se beijado numa festa da faculdade. 

Ainda esse mês a UFCSPA passou por uma situação semelhante. Um e-mail com teor homofóbico circulou entre os alunos de Medicina da universidade e pregava coisas absurdas sobre como tratar futuros pacientes homossexuais: “Caros e futuros colegas, e se, somente se, a solução fosse cada um de nós, 

sensatos, tomarmos alguma atitude, qualquer atitude, no momento em que essa 
escória nos procurar para curar suas doenças venéreas, e qualquer demais praga 
que se alastre por seus corpos nojentos? Assim como eles, está na hora de 
unirmos forças e veladamente fazer o que nos couber, para dar fim, pouco a pouco 
nesta peste! No momento da consulta de uma bicha, ou recuse-se (pelos meios 
cabíveis em lei) ou trate-o erroneamente!!!”. 
A polícia federal está investigando o caso para saber quem foi o responsável pelo e-mail.

O Grupo SOMOS (de defesa dos direitos dos GLBT) fez um protesto na universidade gaúcha


Na UFRJ a homofobia ocorreu em um alojamento de estudantes no Campus do Fundão. Estudantes gays foram intimidados por colegas que se sentiram irritados por eles colarem panfletos contra a discriminação nos corredores do alojamento. Um deles foi ameaçado e tinha medo de mostrar o rosto. O outro registrou queixa por que foi ameaçado de morte.
 Acima se encontra o cartaz que deixou furiosos certos alunos da UFRJ. Abaixo os dois jovens ameaçados.


Para algumas pessoas deve ser uma novidade que essas coisas aconteçam, mas não é verdade. O número de casos nem vem aumentando, é mais provável que a mídia apenas esteja dando mais destaque a esses casos devido aos avanços do movimento GLBT na conquista de seus direitos. Isso é um bom sinal, mas é muito triste para mim acordar todo dia e encontrar na internet e na TV notícias como essas. Não vou me perguntar até quando seremos obrigados a conviver com isso, por que sei que ainda levarão décadas para que os gays possam conquistar o respeito de toda a população. Meu desânimo em escrever hoje não me deixa com forças para comentar nada. Então vou deixar o desfecho nas mãos capazes de Angélica Ivo:



Pegaram esse menino lindo...
 ... e fizeram isso com ele...

A força da mulher: acima e abaixo, Angélica Ivo

HOMOFOBIA MATA...



MAS O AMOR GLORIFICA!!!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Natal é só mais um dia 25


Vou dizer o que acho do Natal. Uma festa decadente e melancólica. Hipócrita em seus ideais, depressiva em seus efeitos. Depois de um ano de labuta, a festa natalina envolve a todos em uma bruma de falsa ansiedade e alegria. Todos fazemos votos de felicidades, planos para o próximo ano e fingimos que amamos uns aos outros. O Natal, junto com o fim do ano, traz à nossa mente a reflexão; afinal,  é um ciclo que se fecha. Nos questionamos sobre nossas amarguras e dissabores ao longo dos últimos 12 meses e ficamos tristes quando percebemos que aquela alegria toda é passageira e pueril. O amor ao próximo só existe até a meia noite do dia 25, depois disso nossa máscara cai e voltamos a ser os velhos egoístas e materialistas de sempre. Dizem por aí que o feriado seria uma festa para comemorar o aniversário de um tal profeta fundador de uma tal religião. Mas a única religião que é realmente celebrada é o Capitalismo, que engoliu todo e qualquer sentido que a tal data festiva teve ou poderia ter. Natal é época de frequentar o shopping center, não igrejas ou templos. É época de reconectar a alma à nossa rede de cartão de crédito interior. Época das promoções, queimas de estoques. Tudo isso por amor ao próximo. Amar ao próximo significa gastar muito dinheiro com ele. Mesmo que seja em suaves prestações!
E a melancolia? No hemisfério norte a farsa é mais convincente, pois há aquele frio cortante e aquela neve todinha. No Brasil fica tudo ainda mais falso e ridículo. Calor de 40 graus e as pessoas tendo que inventar um clima intimista onde não há. Enfeitamos nossas casas de praia com renas e gravuras de bonecos de neve e decoramos as paredes com a imagem de um velho gordo com uma roupa vermelha que só serviria para usar na Sibéria. Tudo muito natural. Completa o circo a reunião de família, onde todo mundo descobre que se ama, mesmo que por poucas horas, para depois o ódio voltar a reinar durante todo o próximo ano.
Não me admira que digam que o Natal faz subir e muito as taxas de suicídio. É uma época em que as pessoas se lembram das famílias e amigos e, consequentemente, dos problemas e mágoas não resolvidos. Lembram-se que seu ano foi péssimo, que o chefe não deu a promoção que elas tanto almejavam e mereciam e que o próximo ano pode ser igual ou pior. Vulneráveis, essas pessoas acabam tendo seu espírito abatido, pois no momento que mais precisam, descobrem que esse ambiente amoroso e acolhedor do Natal não passa de faz de conta. Ninguém quer saber dos seus problemas não, seu mané. O mundo é mau. O dia 25 de Dezembro só serve para alavancar as vendas. É tudo oportunismo. A alegria é falsa, o intimismo forçado é falso, mas a tristeza travestida de melancolia chique, essa sim é bem real, e vai continuar te acompanhando no dia 26... e também no dia 27... 28... vai chegar o novo ano (que não tem nada de novo) e será a sua velha vida de volta. 
É triste, mas é a vida real.


Espero que o seu dia 25 seja feliz. É um dia como outro qualquer, não se esqueça! Feliz dia 25, pois todos os dias merecem ser felizes!!!!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Mestrado, UFF e pessoas queridas!

Todo esse ano de 2010 poderia se resumir como uma batalha para passar na prova de mestrado. O protótipo de historiador que vos fala sempre sonhou com a carreira acadêmica, ou algo parecido, e não estava nada contente com a vida tão longe da universidade dos últimos dois anos. Morei em Sampa até 2008 e decidi voltar para o Rio, lugar que eu amo, depois de me formar. Inseguro como sou, jamais imaginei que teria cacife para entrar na pós de História da Universidade Federal Fluminense (UFF). A fama nacional do curso de História dessa universidade me fazia achar que só os melhores dos melhores teriam chances de passar e eu, certamente, não estaria entre eles. Não sou o tipo de pessoa que repete Paulo Coelho como mantra, daqueles que ficam repetindo mentalmente a todo momento frases como "Quem acredita sempre alcança" ou "Para vencer basta persistir". Não é que eu seja derrotista, mas avalio as coisas de maneira a subestimar minhas capacidades. Tento ser o mais realista possível e, com isso, deixo sempre uma margem de erro, uma folga para menos, pois errar para mais é sempre mais perigoso (e doloroso). Raramente, entretanto, faço isso de maneira consciente. Sempre acho que estou sendo realista, andando com os dois pés bem no chão. Na hora H eu vejo que tudo não passou de tempestade em copo d´água e que eu tinha capacidade de realizar a tarefa ao qual havia me proposto a fazer. 
Foi exatamente assim com o mestrado. No fim de 2008, quando me formei, decidi fazer a primeira tentativa. A UFF estava fora de questão! "Sou muito burro pra passar lá", pensei. A outra opção era a UFRJ. Será que lá dava? Bom, eu achei que também não. Por quais motivos? Bom, nem eu sei! Não me lembro e é provável que tenha me achado suficientemente estúpido para um fracasso. Decidi optar pela Uerj, que tem um mestrado com conceito 4 na CAPES (a UFRJ tem 6 e a UFF, 7 - a nota máxima). Obviamente meu projeto sequer foi aceito. A pós de História da Uerj se concentra em História Política e minha pretensa pesquisa era em História Cultural. Acho que a banca de seleção deve ter dado risada...
Em 2009, já em Angra dos Reis, me concentrei no processo seletivo da UFRJ. Não achava que seria capaz de conseguir aprovação na toda poderosa UFF. Já me achava incapaz de passar na UFRJ, menos concorrida, imaginem na UFF. Diziam que lá havia centenas de inscritos, mais de 300, o que é um número bem grande para um processo seletivo de pós-graduação stricto sensu. Para se ter uma ideia, na UFRJ o número de inscritos chegava apenas perto de 100. 
Durante o ano de 2009 me preparei para a UFRJ como louco. Comprei vários livros da bibliografia indicada no edital de seleção e fiz resumos quilométricos (coisa que nunca fiz na graduação) das obras. Fiz a prova escrita e quando terminei não fiquei muito entusiasmado. Meu ceticismo quando às minhas capacidades técnicas e habilidades não me deixavam acreditar muito na vitória. Estava errado. Passei, tive o projeto aprovado e fui convocado para a entrevista. Só precisava me sair bem na entrevista para conseguir a vaga, pois depois só havia a prova de inglês que eu sabia que tiraria de letra. Meu sexto sentido dizia que seria mais difícil do que parecia. Estava certo. A banca não gostou de algumas observações que coloquei no projeto e saí de lá com a certeza que teria que tentar no ano seguinte.
E tentei. Mas dessa vez estava mais fortalecido. Depois que passei na prova escrita da UFRJ, percebi que o monstro não era tão grande quanto eu pensava. Em meados de Junho decidi que iria prestar a prova da UFF também. "Bom, é quase impossível Tiago, você não tem conhecimento nem inteligência para conseguir entrar lá, são só 14 vagas contra 25 da UFRJ, mas será uma boa experiência tentar, quem sabe..."
Hoje eu sei. 
Apesar de ter decidido encarar os dois processos seletivos, ainda me considerava um pária. Achei melhor me concentrar mais na bibliografia do edital cuja universidade eu tinha, em tese, mais chances de passar: a UFRJ. Para minha sorte, parte da biliografia da UFF era do mesmo tema da prova da UFRJ, "história e memória". Dediquei-me exaustivamente à esse tema e procurei apenas "dar uma olhada" no restante da bibliografia da UFF, afinal, nunca ia passar lá mesmo, não é?
Fiz a prova escrita da UFRJ sabendo que seria aprovado e convocado mais uma vez para a entrevista. Foi o que aconteceu. E agora, com os problemas corrigidos da entrevista anterior, eu achava que poderia ir melhor. Ledo engano. A banca era outra, com pessoas que eu não conhecia de nome. Desde início me trataram com rispidez e ironias. Para começar, uma das entrevistadoraS comentou, em tom nada lisonjeiro, que quando leu meu projeto (eles são enviados anonimamente sem que se saiba quem o escreveu) achou que eu era "uma mulher militante". Isso só por que o tema era área de História do Gênero e Sexualidade. Creio que foi um sinal de que não acharam minha escolha muito máscula.  Não bastasse esse coice que recebi de primeira, ainda insistiram em comentários estapafúrdios, ao longo de uma discussão sobre se o meu projeto era mais adequado à Antropologia ou à Comunicação Social. Ou seja, além de desdenharem da minha masculinidade acadêmica (risos), ainda questionaram meu profissionalismo como historiador.
Seria trágico se não fosse a UFF. Fiz a prova escrita totalmente desorientado. Quando li a questão que eu tinha que responder, achei que estava perdendo meu tempo ali, tentando dar murro em ponta de faca. Eu só sabia manejar com propriedade  1/3 da bibliografia sugerida, restando-me confiar nos meus conhecimentos gerais e na minha criatividade inventiva, que sempre aparece nessas horas. Só sei que nada sei. Do desespero e desalento saíram nove páginas de texto, mais do que as oito que havia escrito na prova escrita da UFRJ. Talvez o belíssimo Campus do Gragoatá, onde realizei o exame, tenha me inspirado. Talvez a bela visão da baía de Guanabara, que incluía nada menos do que o Pão de Açúcar (e que podia contemplar pela janela da sala de prova), tenha me enviado uma força encorajadora. Junto com essa força estavam a vibração, a torcida, o amor e o carinho de amigos e parentes, que me apoiaram cada um de um lugar diferente do Brasil: Angra, Niterói, Rio, São Gonçalo, Paulínia, Campinas, Sorocaba, Itatiba, etc. O Resultado de tudo isso foi uma nota 9,1, que considero um 10 em vista das circunstâncias adversas. Conquistei a sétima posição das 14 disponíveis para História Contemporânea II. Uma grande vitória que eu dedico a todos vocês, meus amados amigos e parentes, que, cada um à sua maneira, foram fundamentais nessa conquista. Não sou nada sem vocês:


Keila e Sandro


Um casal que nasceu um para o outro e que me deu a honra de compartilhar seus momentos alegres e íntimos. Como se não bastasse derramarem felicidade um para o outro, ainda dividem essa felicidade comigo, abrindo as portas de sua casa com toda humildade do mundo. Que outras pessoas no mundo o fariam? Tem gente que faz o bem com tanta naturalidade que não sabe o quanto é virtuoso. Não seria esse o caso de vocês? Muito obrigado por tudo, sem vocês não teria conseguido essa conquista! A maior lição que me deram foi a da humildade. Espero receber essa vitória com a mesma humildade que vocês tem e com a mesma disposição de ajudar os outros que vocês tem, sem pedir nada em troca.
Amo vocês dois!




Denis Henrique Dantas




Minha amizade contigo resistiu à distância, ao tempo, às idiossincrasias regionais, ao preconceito de outras pessoas. Rimos um do outro, brigamos um com o outro, mas nada foi capaz de abalar nossa confiança um no outro. Denis, toda vez que eu vencer em algo na vida, vou lembrar de você, pois você sempre me diz que tem orgulho de mim e que me acha inteligente e capaz. Por isso sei que tenho obrigação de estar no mesmo nível das suas expectativas. Obrigado por acreditar em mim, mesmo quando eu mesmo não acredito. Essa vitória também é sua!
Eu quero vencer e te ajudar a vencer também. Conta comigo! Abraços, meu irmão!



Camila Andreia



Começou numa brincadeira do palitinho, continuou numa conversa de ônibus, solidificou-se em conversas inesquecíveis, indizíveis e irrepetíveis! Você sabe que é minha princesa não é? Você sabe o quanto te admiro, o quanto te acho capaz de também fazer mestrado ou outra faculdade e chegar ao topo certo? De você eu não duvido, sei que o que você tem de caráter, tem de competência. Não deixe as decepções da vida te levarem. Você é muito maior do que elas. Você é a menina que é capaz de mudar o meu dia, fazer um momento triste ser alegre em dois segundos. Só você aguenta e entende meu mau humor e meus excessos. Não posso exigir de você nada mais do que continuar a desperdiçar seu precioso tempo com um cara besta como eu!
Te amo! Dedico essa vitória à você! Beijos do Ti!






Vinícius Galano


Meu irmãozinho, que eu adoro, que me xinga, briga comigo, me faz raiva. Quem é capaz de dar um livro de presente para uma pessoa no mesmo dia que a conheceu? Quem cantou "Nosso sonho não vai terminar" pra mim pelo MSN quando eu estava desempregado e triste? Quem? Quem é esse cabeção? É Jesus? Anda sobre as águas? Da Judeia? Não, de Maricá! Huahauahuaha!!!
Eu te amo muito cara! Você esteve presente em cada passo, caminhou comigo em cada momento e, quando eu fraquejei, você me carregou no colo!
UFF 2011 é pra você! S2






Arthurzinho



Nunca vou entender como alguém pode ser tão doce! Às vezes fui tão duro e mal contigo. Me envergonho de certas coisas que já te disse e da maneira como já te tratei. Descontei tanta raiva em você e você nunca fez qualquer menção de contra-atacar. Pelo contrário, sempre se mostrou solícito, compreensivo com minha dor e nunca revidou, mas, ao contrário, ofereceu a outra face. Não sou nem metade do homem que você é. Um dia quero vir a ser. Me ensina a ter esse caráter? 
Só pra terminar: te amo, irmão! UFF foi para você também!



Prof. Canela


Você é o homem que segue os passos do senhor Buda. Como ele, procura me ajudar a achar o Caminho do Meio. Sempre com bons conselhos, sempre disposto a ajudar. E faz isso pelo simples prazer de ajudar, de ver um rosto feliz. Você tem sido meu conselheiro em momentos de adversidades. Obrigado por me fazer lembrar que existe bondade no mundo. 
Um grande abraço.




Cleyton
Houve um momento triste de minha vida, aliás, mais de um, em que foi você que me tirou do fundo do poço. Foi você que foi lá e me disse para lutar e continuar. Onde estaria eu se não fosse aquela força que você me mandou? Eu estaria no poço amigo, não na UFF. Você entende a importância do que você fez? Talvez você seja tão simples e bondoso, que nem perceba que você me salvou! Te amo amigo!




Meus irmãos: Tatiane e Alexandre




Como foi difícil achar uma foto do meu irmão! 
Meus irmãos são muito queridos para mim. Nossa família não tem a tradição de ser muito afetiva, mas eu os amo. O laço com eles é indissolúvel. Sempre penso neles, me preocupo com eles. Quando penso em fazer mestrado, sempre penso que posso ganhar mais, que posso ajudá-los com meu trabalho (apesar de que é mais fácil eles me ajudarem hoje do que o contrário).
Meu irmão sempre foi meu ídolo, gosto de Fórmula 1 e sou flamenguista por causa dele. Eu o imitava e queria ser como ele. Espero que se sinta feliz com a notícia.
Minha irmã sempre foi minha inspiração na área de estudos. Cada nota dez que tirei, cada bimestre ou semestre escolar vencido por mim tem 50% de participação dela. Então não é injusto dizer que ela tirou metade desse 9,1. É uma vitória dela sim! Talvez a pessoa da família mais reponsável, junto com meu pai, pelo meu avanço na vida acadêmica.
Meus irmãos: eu os amo. Não há o que acrescentar.






Meus pais





Meu pai e minha mão são pessoas muito diferentes. Meu pai sempre incentivou nossos estudos. Pagou inglês, escola particular por um tempo, ajudou a pagar a faculdade quando preciso. Nunca ligou de eu torrar dinheiro comprando livros. Isso minha mãe nunca gostou. Ela não se conforma de eu preferir frequentar livrarias e não lojas de roupas. É o tipo de mãe superprotetora e que faz tudo pelos filhos.
Sinto falta deles, mas eu tenho que seguir em frente com minhas escolhas. Confio no que aprendi com eles (sem isso não estaria onde estou), mas sei que já está na hora de andar sozinho.
Obrigado meu pai e minha mãe... vou chegar lá!





Meus parentes:

Tia Rita e tia Alda me deram casa, roupa, comida, amor, proteção... primos queridos, sempre estiveram comigo, me apoiaram, me deram suporte... enfim, foram família!
Obrigado a todos!






Eternos amigos da Puc






Meus amigos eternos. A formatura nos separou, mas sempre estaremos juntos! Dedico essa vitória a vocês. Uma vitória para a História do Sapato, uma vitória contra "Rosângelas" da vida! Uma vitória do bar, da amizade, dos momentos juntos! 
Lu, Klebinho, Raquel, Ivan, Lucas, Juscélia, Alex, Rodrigo, Um beijo a todos vocês!




Luis Arnal (Luisito)



Como sempre brincamos um com o outro, caso o espiritismo esteja certo e realmente exista reencarnação, eu e Luisito sempre soubemos que já nos conhecemos em outras vidas. Será que já fomos irmãos? Salvamos a vida um do outro? Fomos pai e filho? Cavaleiro e escudeiro? O tipo de ligação não importa. O fato é: como ele sempre diz "é nóis"! É nóis na amizade, na cumplicidade, no abraço, na confissão, na compreensão, no papo maneiro, no riso alegre! 
Você é meu irmão cara, eu te amo e dedico também à você essa conquista. Tudo que é meu é seu! Não se esqueça disso corinthiano cabeção. 
Um grande abraço!




Felipe Britania








De você é fácil falar: não ligo em dizer, para todo mundo ler e ouvir, "Eu amo você!". Oscar Wilde dizia que nosso tipo de amor não ousa dizer o nome. Eu ouso desafiar essa máxima, eu ouso dizer, eu não tenho medo, pois meu amor é maior que o medo. Eu te amo e espero que não se importe de eu colocar assim, em palavras tão claras, o quanto o mundo se tornou maravilhoso desde que eu conheci você. Você foi a própria inspiração dessa conquista. Foi no seu rosto que eu pensei no dia em que acordei para fazer cada prova. Foi nele que eu pensei antes de fechar os olhos na hora de responder cada exame, foi pensando nos seus olhos que eu fiz cada prece pedindo por sucesso. Mais do que qualquer outra pessoa, era a você que eu mais temia decepcionar (caso não conseguisse) ou orgulhar (caso vencesse). Me senti como uma criança que quer impressionar o pai por ter tirado uma nota alta na escola. Sei que é tolice, mas o que em mim não te parece bobo e ingênuo? Eu sou, como tu mesmo já disse, essa "coisa fofa e doida" de sempre. 
Um segredo quero te contar: metade do meu grande esforço de passar nessa prova foi produzido pelo seguinte pensamento: "Se eu não passar, ficarei longe do Lipe, não posso suportar isso mais do que já suporto". A dor da distância se converteu em desejo, esforço para vencer. É você seu chato, o motivo, a causa, a mola propulsora, o motivo final da minha vitória. Agora eu sei, mais do que nunca (e um dia você também vai saber), que nada vai nos separar. 
Espero que tenha orgulho de mim, pois eu encho o peito de orgulho pra falar de você. Estou te esperando. 2011 é nosso!






Agora, uma homenagem fotográfica à universidade que eu espero que me acolha nos próximos dois (ou mais) anos. Com vocês a Universidade Federal Fluminense em Niterói:
PS: eu mesmo tirei as fotos no dia da última prova. No fim coloquei um Print do resultado final do processo seletivo. Por ética, apaguei os sobrenomes dos meus futuros colegas de estudo.


                            
 Nos blocos N e O se encontra o Instituto de Ciências Humanas e Filosofia


                            
 Vejam que recanto quase bucólico... hhehehe