Homem com H maiúsculo

Homem com H maiúsculo
Por que o homem é a maior obra de arte

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Associação Teatro Uzyna Uzona apresenta "O BANQUETE"

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Dia 15 fui ao teatro e tive deliciosa surpresa! Fui convidado pelo meu primo para assistir à uma peça que encenaria "O Banquete" de Platão. Depois de chegar lá, descobri que era, na verdade, mais do que isso. A companhia Teatro Uzyna Uzona propunha uma quadra de peças sob o tema-título "Dionisíacas" e "O Banquete" era apenas a última delas. As três primeiras, que não assisti, são, respectivamente, "Taniko", "Cadilda" e "As Bacantes".
Logo de cara vi que a coisa ia ser "pesada". Já na recepção tinha gente nua para nos receber. Roupas gregas, alguns jovens bonitos, flauta e dança. Bem grego. Ou bem no estilo que imaginamos que os gregos antigos seriam. A estética já me enfeitiçou de cara. E olha que isso foi só a abertura, do lado de fora da tenda. 







 



Eros: coisa fofa... não sei se acho isso do ator ou se me deixei envolver pelo personagem... ou os dois!
 
 



Depois que entramos, nos deparamos com uma mesa comprida forrada por um manto vermelho. Era a mesa do Banquete que o ator Agatão estava oferencendo aos seus amigos, nos quais se incluem Sócrates, Aristófanes, eu e você! Todos juntos em louvor a Eros, o deus do amor (mais conhecido como Cupido hoje em dia). Aliás, o ator que faz o Eros merece elogios à parte! Não só por eu ter achado ele a coisa mais fofa do mundo, mas por que adorei o olhar singelo, a delicadeza helenística, a leveza no olhar, a malícia erótica na medida certa, sem vulgaridades. 

Entrada. Olhem o impacto inicial com aquele homem nu prostrado.
 

Esse aqui é um Ganimedes, os meninos que ajudavam no suporte e serviam vinho para a galera

Entrada de Eros
 


Ganimedes com Vinho






Entrada de Sócrates


Seguindo a ordem da própria estrutura narrativa da obra de Platão, temos os discursos de Sócrates, de Aristófanes, do próprio Agatão. Todos falando sobre o amor, viajando em cada mito grego, falando da separação das almas que tentam se reencontrar (alma gêmea), até o fim apoteótico, quando Eros se despe, ganha seu arco e flecha e flecha pessoas aleatórias na plateia, que se beijam sem cerimônia: homem com homem, mulher com mulher, mulher com homem. Tudo vale a pena, desde que seja amor. 




Até eu entrei na dança e bebi vinho com a galera. Queria uns ganimedes para me servir em casa também!





Essa foi uma cena "forte" (não para mim, é claro!). Ocorre uma penetração anal... Calma, foi só com o dedo!













No discurso de Aristófanes é invocado o mito sobre as almas gêmeas. O barbudo é Zeus, que é o responsável pela ação da história

Confesso que nem todo mundo tem equilíbrio mental para superar anos e anos de educação e moral cristãs (mesmo que hoje nos consideremos seculares) para assistir a peça até o final. Para se ter uma ideia, há uma cena em que uma mulher se deixa penetrar por um aipim gigante (ou alguma outra raiz que não soube definir) e um homem tem seu ânus penetrado por um dedo. Mas nada é fora de contexto e as músicas cantadas e dançadas são de arrasar! Vale muito a pena. 




É claro que o grande Clímax é a nudez de Eros, que sai flechando os futuros amantes. Dá pra acreditar que a bateria da minha câmera acabou pouco antes disso? Pois é. Posso assegurar que foi o homem nu com o corpo mais bonito que eu já vi ao vivo em vida. Procurei fotos do ator na internet e achei algumas, mas elas não mostram o ator como ele está hoje. É realmente uma pena, eu teria filmado a singela emocionante cena que ele se despe para espalhar o amor. Lindo! E sexy!


Logo abaixo as duas fotos dele que eu encontrei! 
 Vem aqui me flechar coisa linda!

É uma pena que eu não pude ir nas três peças anteriores. Será que terei oportunidade de novo? Se tiver, vou guardar a câmera para o gran finale...

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