Homem com H maiúsculo

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Por que o homem é a maior obra de arte

terça-feira, 24 de março de 2009

Oscar - Continuação

2006 - Os cinco indicados eram muito bons. Adorei BABEL, os hispânicos sabem fazer filmes melhor do que nós brasileiros. Torcia por esse longa, mas também fiquei emocionado com a família de PEQUENA MISS SUNSHINE, obra que, para mim, já nasceu como um clássico do baixo orçamento.


Um filme brilhante sobre o mundo interdependente, globalmente conectado e caótico em que vivemos.


A atriz japonesa Rinko Kikuchi arrasou em seu papel de menina surda e sexualmente fogosa. Merecia muito o oscar que a academia deu à péssima atriz (que na verdade é uma cantora fingindo ser atriz) Jenifer Hudson.


Que família que não se enxerga nessa divertida tragicomédia?

Será que a vitória de OS INFILTRADOS foi uma injustiça? Pode-se cometer um erro para corrigir outros? "Babel" e "Sunshine" mereciam muito mais do que levaram, mas dar o oscar a Scorcese pelo filme errado é pouco perto das injustíssimas derrotas anteriores que ele recebeu!



2007 - ONDE OS FRACOS NÃO TEM VEZ foi o pior filme premiado com um oscar pela academia desde "Chicago". É uma daquelas tragédias que a humanidade sempre passa de tempos em tempos, como o Tsunami e os furacões. Os irmãos Coen são mestres em produzir filmes sobre o nada. Daquele tipo de gente que filme um papel em branco por 3 horas e diz que tem um filme. Os personagens são tão caricatos que chega a doer. O assassino de Javier Barden parece que saiu das canetas de Glória Perez. Já o policial de Tommy Lee Jones sequer tem relevância no filme, pelo menos o ator recebeu uma graninha para não fazer nada! Coitado do personagem de Josh Brolin, que começa bem, mas sai de cena de maneira vergonhosa, como se o ator tivesse morrido antes do fim das gravações, o que teria forçado os diretores a "sumir" com o personagem.


Keira Knightley e James McAvoy fizeram uma química perfeita! Um casal apaixonante!


O olhar da "maligna" Briony combinado à trilha sonora (com aquela máquina de escrever ao fundo) dão o tom de um filme magnífico sobre culpa e remorso.

Os melhores do ano foram DESEJO E REPARAÇÃO e SANGUE NEGRO. Penso que tinha uma leve preferência por este último. Daniel Day-Lewis mostrou o que é ser um bom ator de verdade! Paul Dano mais uma vez está muito bem no papel de um pastor mutreta e cheio de ganância. A cena em que ele humilha o seu adversário na igreja ficou gravada na minha memória: "I abandoned my child!"; Do you believe in Jesus?"; "Yes!". 




Mantendo a minha tradição: adoro filmes que tratam sobre relação entre pai e filho.

Outro fiasco do ano foi o prêmio de roteiro para Juno. Se hollywood continuar importando os roteiros globais de Malhação para lá, o que será do universo?

AGORA SÓ FALTA O ÚLTIMO OSCAR! AGUARDEM!

Para todos esses amores que nos iluminam a vida (The love of Siam)