Homem com H maiúsculo

Homem com H maiúsculo
Por que o homem é a maior obra de arte

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

E o Oscar vai para...

Inicialmente eu pensava em postar apenas sobre o oscar desse ano... Mas resolvi ir além. Acompanho a festa desde o ano de 1998, quando eu tinha 13 anos e vi Titanic abocanhar 11 estatuetas, e desde então não perco a premiação. Dessa maneira, resolvi comentar os últimos 10 anos do prêmio da academia de Hollywood. As opiniões expressas aqui são totalmente pessoais, aliás, como tudo nesse blog. Se não concorda, debata comigo.

1999. Esse ano foi muito especial para mim, pois o filme BELEZA AMERICANA, um dos meus favoritos arrebatou cinco prêmios, incluindo o de melhor filme e ator (Kevin Spacey). Para mim (e para muitos outros) a tensão sexual nunca mais foi a mesma depois de ver as cenas em que o personagem de Spacey sonha com a loira ninfeta, rodeado de pétalas de rosas vermelhas. Pois é, toda vez que eu estou na rua e vejo alguém muito atraente logo me vem à cabeça as pétalas vermelhas...
Mas esse ano também foi aquele em que a Academia resolveu esnobar o filme O SEXTO SENTIDO. Das seis indicações que recebeu, o filme do indiano Shyamalan não recebeu nenhum prêmio. Que injustiça!


Grande injustiça esse grande filme não ter levado nenhum prêmio.


Até o Ministério da Saúde usa o filme Beleza Americana como referência para campanhas.


2000. Esse foi um ano fraco. Os cinco indicados não eram grande coisa. A vitória de Gladiador é uma dessas coisas horríveis que acontecem e a gente não tem como explicar. Um filme bobo, com história manjada e um Russe Crowe que faz a mesma cara em todas as cenas. Talvez fosse mais justo premiar a obra-prima de Ang Lee: O TIGRE E O DRAGÃO. Mas eu sou suspeito para falar, porque entre a China e a Roma antigas, eu fico com a primeira. De qualquer forma, acho os personagens do filme de Lee muito mais cativantes. Além do mais, a invencionisse histórica de Gladiador me parece muito forçada. Qualquer um pode saber que a trama chinesa é uma ficção, mas na película de Ridley Scott há a pretensão ridícula de nos fazer acreditar que os fatos são "verdadeiramente históricos". Ridículo!
Mas a maior injustiça do ano foi dar o Oscar para Julia Roberts. Todo mundo com um pingo de inteligência sabe que passaram a perna em Ellen Burstyn. A veterana está magnífica em RÉQUIEM PARA UM SONHO, um filme maravilhoso sobre o vício humano, muito melhor em todos os aspectos do que o sem sal ERIN BROCKOVICH. Nota 0 para a academia.



2001. Repetindo o ano anterior, a academia resolveu premiar mais um filme meia boca estrelado pelo (argh!) ator Russel Crowe. UMA MENTE BRILHANTE levou o prêmio principal sem possuir nenhum brilho especial. Por outro lado, não faltou brilho e glamour à MOULIN ROUGE. O maravilhoso musical com a bela Nicole Kidman, fez ressurgir o gênero e me levou às lágrimas. Se não merecia o oscar de melhor filme, já era melhor do que o filme de Crowe, que maquia a vida do protagonista para embelezar a história, numa tentativa melodrática (usando técnicas da Televisa) de nos fazer sentir comoção.
Creio que ENTRE QUATRO PAREDES era o melhor dos cinco indicados. Mas jamais a academia premiaria um filme tocante e delicado como esse. Uma pena.



2002. Dessa vez resolveram baixar o nível de vez. Moulin Rouge iniciou um movimento de retorno aos musicais. CHICAGO é um bom exemplo do sucesso que Moulin Rouge conseguiu. Mas não entra na minha cabeça como esse filme possa ter recebido o prêmio principal. Eu consigo engolir tudo, até mesmo as caras sempre iguais de Crowe, mas não me desce a vitória de CHIGAGO. É o filme mais sessão da tarde que já ganhou um oscar de melhor filme. Toda a trama é pueril e descartável. Não deixa de ser um filme divertido, mas sem o menor conteúdo. Na verdade, se o prêmio foi dado por causa do quesito diversão, mesmo assim eu não compreendo. OS GOONIES e CURTINDO A VIDA ADOIDADO são muito mais divertidos e sequer foram indicados a melhor filme. Sim, não se assustem, na minha humilde opinião Chicago perde feio para Gonnies ou Curtindo a vida. O máximo que esse musical merecia era o prêmio de melhor filme da sessão da tarde, isso se não existisse filme melhor na parada. Convenhamos, ELVIRA: A RAINHA DAS TREVAS, por exemplo, também dá de 10 a 0 no filminho de Rob Marshal. A única coisa que salva é Renée Zellweger, sempre ótima em qualquer papel.



Meu voto para esse ano fica com AS HORAS. Um filme magnífico, uma homenagem às mulheres, ao feminismo, ao século XX, à vida. E mais: com Nicole Kidman e Meryl Streep!



2003. Um ano em que nenhum dos cinco indicados era assim tão marcante. Infelizmente O SENHOR DOS ANÉIS passou como um rolo compressor em cima de todos os concorrentes. Pena para CIDADE DE DEUS, um dos maiores filmes brasileiros de todos os tempos, que ficou sem nenhum prêmio. Sem ufanismo, mas o nosso representante brazuca merecia até oscar de melhor filme. O destaque do ano, para mim, vai para Charlize Theron, arrasadora em MONSTER.


Salve Ferris!!! Tem filme da Sessão da tarde que merecia oscar! :P


Simplesmente tocante e sem exageros.

2004. Gostei de todos os indicados e não poderia dizer que foi injusta a vitória de MENINA DE OURO (pobre Scorcese!), mas preferia EM BUSCA DA TERRADO NUNCA. Serei sincero, eu gosto de filme meloso que a gente chora no final. Pronto, admiti! Desde que não seja forçado, como em Uma mente brilhante.





2005. Um dos anos mais tristes da história da academia. A vitória de CRASH foi um desastre, um cataclisma. A idéia do roteiro do longa não é ruim, mas é tão cheia de clichês ridiculos que parece que foi feito por um grupo politicamente correto contratado pelo governo dos EUA como forma de propaganda anti-discriminação. Alguém se lembra da cena em que a personagem de Sandra Bullock abraça sua empregada hispânica e fala "você é minha única amiga"? Caramba, que clichê! Só faltava as duas serem interrompidas por um narrador: "Abrace a luta contra a discriminação". Patético, não? O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN e CAPOTE foram indiscutivelmente os melhores filmes do ano. Ótimos atores, roteiros interessantes, sem apelar para sentimentalismos. Nota 0 mais uma vez para a academia.


OUTRO DIA CONTINUO DE ONDE PAREI... AGUARDEM.

Para todos esses amores que nos iluminam a vida (The love of Siam)

Nenhum comentário:

Postar um comentário