Homem com H maiúsculo

Homem com H maiúsculo
Por que o homem é a maior obra de arte

sábado, 17 de janeiro de 2009

Não foi bom enquanto durou




Dia 20 dessa semana, George W. Bush, o presidente tolo e patético dos Estados Unidos deixará o cargo. Posso dizer que não foi bom enquanto durou. Os oito anos em que ele esteve na Casa Branca foram pra lá de ruins. Bush matou, torturou, prendeu cidadãos sem provas, fez duas guerras inúteis, pisou nos tratados internacionais em favor do meio-ambiente, ignorou a ONU, o mundo, isolou os EUA com sua política arrogante e unilateralista. Fez tudo isso, não necessariamente nessa ordem. Até cientistas que defenderam a veracidade das teorias sobre o aquecimento global foram perseguidos com o intuito claro de silenciá-los.





Olhando para o passado, para o começo dessa saga, percebemos que o governo Bush não poderia mesmo ter dado certo. O ex-governador do Texas conquistou as eleições de 2000 depois de uma apuração no mínimo bastante suspeita, para não dizer fraudulenta, quando a justiça não permitiu a recontagem de votos no estado da Flórida. Ninguém me faz desacreditar que Al Gore foi o verdadeiro vencedor na Flórida e, consequentemente, das eleições presidenciais. Os EUA, que se orgulham de serem (será?) a maior democracia do mundo, não só foram estúpidos o bastante para engolirem esse golpe republicano que colocou Bush no poder, como ainda o reelegeram (dessa vez sem maracutaias, o que é ainda mais incrível e vergonhoso para os eleitores norte-americanos) em 2003!



Houve ainda um momento em que Bush poderia ter dado um novo rumo ao seu governo: os atentados de 11 de Setembro de 2001. O mundo todo se solidarizou com os estadunidenses. Por um breve momento, todos os povos do mundo (quer dizer, quase todos) choraram junto com os yankees as milhares de mortes de inocentes. Por pouco tempo. Ao invés de se unir ao mundo na luta contra o terrorismo, o governo Bush preferiu fazer tudo do seu jeito. "Ou você está do nosso lado, ou está contra nós", dizia o presidente na época. O mundo inteiro passou a assistir às forças armadas americanas: tanques e jatos desfilavam para matar. A ONU? Dane-se a ONU! Bush acredita que os EUA estão acima dela ou de qualquer coisa que esteja no caminho. Para atingir esse objetivo mentiras foram contadas (cadê as armas químicas do Iraque?), pessoas "suspeitas" eram presas sem nenhuma prova, Guantánamo foi construída, uma espécie de Doi-Codi sádico do Tio Sam.



Como se não bastasse, oito anos de irresponsabilidades na política econômica ajudaram a causar a mais grave crise econômica dos últimos 80 anos. E não nos enganemos pensando que Bush e seu governo desconheciam o risco da bolha imobiliária. Já no seu primeiro mandato os primeiros indícios apareceram. Mas em nome da reeleição, essas vozes também foram abafadas. Agora o mundo todo (incluindo eu e você) pagaremos pelas macaquices desse governo republicano catastrófico. Fica difícil saber onde Bush não errou. Sob todos os aspectos relevantes, sua gestão foi um desastre. Certamente entrará para a História ao lado de homens como Lyndon Johnson, Nixon e Calvin Coolidge: a ilustre lista dos piores presidentes da história norte-americana.



Mas com certeza o fim da era Bush terá um aspecto ruim: os humoristas perderão um dos personagens mais satirizáveis da história. Realemente uma pena! Mas para se ver livre dele, acho que vale o sacrifício.

Para todos esses amores que nos iluminam a vida (The Love of Siam)

sábado, 3 de janeiro de 2009

Liberdade para a Palestina


Existe Estado mais sanguinário do que Israel? Talvez tenhamos, no máximo, países que se equivalem a ele. A China, por exemplo, não ficaria muito atrás de Israel se fôssemos produzir um ranking de estados cuja sede de sangue não para. Me cansei de ouvir que os judeus podem fazer o que bem entenderem só por que sofreram perseguições no passado.
 Desculpem a todos os simpatizantes de Israel, mas dane-se o holocausto. Até quando ele vai sevir de pretexto para que os israelitas
 massacrem os palestinos? Mesmo por que foram os europeus que perseguiram os judeus. Historicamente falando os árabes e outros muçulmanos foram muito mais complacentes e amigáveis com os descendentes de Judá do que as potências ocidentais. Na Espanha Moura, judeus, católicos e muçulmanos conviveram em relativa harmonia. Foi só os cristão retomarem o território que os judeus foram rapidamente perseguidos. 


Não se pode negar que o holocausto foi um momento muito triste da história humana, mas não foi o único, nem o mais terrível. Desde os tempos mais remotos, os homens vivem se matando e se odiando. No que a conquista espanhola da América perde em carnificina para a Segunda Grande Guerra? No que diferem os horrores? Qual a diferença dos massacres cometidos por espanhóis e nazistas? No caso dos primeiros, sequer houve um tribunal que os acusasse, tal qual foi em Nuremberg. Os derrotados da América foram silenciados, sua cultura destruída, seus segredos perdidos. Quer queiram quer não, os judeus sobreviveram ao holocausto. Mais do que isso: utilizam-se desse passado triste para passarem por cima de todas as leis internacionais a favor dos direitos humanos. A influência que a cultura judaica possui sobre a cultura, a política e a economia norte-americanas é amplamente utilizada para que os judeus façam verdadeiro lobby a seu favor. Quantos filmes de Hollywood contam histórias de judeus perseguidos na Segunda Guerra Mundial? Já perdemos a conta. E quantos falam dos Testemunhas de Jeová, dos homossexuais e outros grupos igualmente martirizados? 

Não se trata de defender o Hamas ou qualquer grupo extremista. Mas Israel é um Estado reconhecido pela ONU e apoiado pela maior potência do mundo. Cobrar direitos humanos de um grupo terrorista islâmico é compreensivelmente difícil. Mas o que dizer de um Estado-Nação (fundado com apoio dos países ricos e que, para existir, expulsou milhares de pessoas com um discurso religioso de que o território lhes pertencia por direito divino), do qual se espera o mínimo de civilidade? Por que as vítimas israelitas valem mais do que as palestinas? Só por que assistimos O pianista e A lista de Schindler e choramos? 


LIBERDADE PARA A PALESTINA! PARA AS CRIANÇAS PALESTINAS TODA A MINHA SOLIDARIEDADE E CARINHO.












Foto 1: Palestinos levantam a bandeira de sua pátria inexistente.
Foto 2: Pai e filho participam de manifestação em Porto Alegre em favor da Palestina.
Foto 3: Estudantes palestinos passam por escombros.
Foto 4: Três irmãos palestinos na cidade de Bethlehem.

Para todos esses amores que nos iluminam a vida (The Love of Siam)